No texto, discute-se a noção de contexto-fonte, tendo em vista o papel crucial de fatores interculturais no ensino de línguas não maternas (fator incidente, também, em casos do ensino de língua materna). Na primeira parte, é examinada a complexidade da relação contexto-fonte/contexto-alvo, à luz da concepção bakhtiniana de contexto e da abordagem processual da linguagem e do sujeito. Propõe-se que um foco maior, nas pesquisas e nas práticas pedagógicas, em relação ao contexto-fonte e a sua pluralidade constitutiva, pode se associar às mobilizações subjetivo-identitárias de decentramento cultural que a relação com outras línguas e culturas propicia. Na segunda parte, a partir de pesquisas sobre leitura em português e espanhol, apontam-se conseqüênciaspara as práticas de escrita em língua-alvo. As conclusões dizem respeito ao questionamento do normativismo e da visão instrumentalista na pedagogia de línguas.
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