Este artigo analisa aspectos ligados à criação e atuação da Inspeção Médica Escolar em São Paulo. Examina algumas das práticas de higienização e disciplinamento da infância instituídas nas escolas primárias paulistas, como parte da atuação do corpo de médicos inspetores escolares, detendo-se, mais especificamente, naquelas que se articulam aos intentos de produção de um conhecimento científico sobre a infância. Busca, nesse sentido, responder a algumas indagações que fazem parte de um investimento de pesquisa mais amplo, por meio do qual se procura compreender os vínculos entre as pautas de higienização e os intentos de universalização e modernização do ensino primário em São Paulo, entre o final do século XIX e as décadas iniciais do século XX.
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