Antofagasta, Chile
Entendemos que la escuela como espacio institucional, cumple un rol fundamental en la provisión del derecho a la educación de niños, niñas y adolescentes. En este espacio se (re)producen e intercambian saberes y relaciones de poder-saber entre docentes y estudiantes mediante relaciones pedagógicas. Este estudio busca comprender desde una metodología cualitativa, cómo se articulan los discursos de docentes y estudiantes en esta (re)producción. Las dimensiones de análisis son, Relaciones Pedagógicas, Protagonismo Infantil, y Ciudadanía en el contexto escolar. Participaron del estudio estudiantes y docentes, donde, de acuerdo a una metodología cualitativa se realizaron grupos de discusión y técnicas dialécticas participativas con niños y niñas de 10 y 11 años, y entrevistas a los/as docentes, todo/as pertenecientes a una escuela pública en Chile. Los resultados dan cuenta que en la escuela, el ejercicio del Protagonismo Infantil se vincula principalmente al espacio intra-aular, extendiendo y amplificando su forma academicista de participación al espacio extra-aular donde coexisten (im)posibilidades que facilitan y/u obstaculizan la expresión del Protagonismo Infantil. Se distinguen 3 figuras docentes que expresan de relaciones pedagógicas diferenciadas: motivadores/as, afectivos/as y disciplinarios/as. Las formas de ciudadanía se (re)produciría en espacios infantilizados, donde la niñez es concebida desde una moratoria social. Se discute acerca de la recursividad del paradigma adultocéntrico, el pseudo-protagonismo y su articulación con el ejercicio de ciudadanía.
Entendemos que a escola como espaço institucional desempenha um papel fundamental na provisão do direito à educação de crianças e adolescentes. Neste espaço, (re)produz-se e intercambiam-se conhecimento e relações de poder-conhecimento entre docentes e estudantes através de relações pedagógicas. Este estudo procura compreender, a partir de uma metodologia qualitativa, como são articulados os discursos de docentes e estudantes nesta (re)produção. As dimensões da análise são: relações pedagógicas, protagonismo infantil e cidadania no contexto escolar. Participaram no estudo 12 estudantes e 6 docentes pertencentes a uma escola pública do Chile). Realizaram-se grupos de discussão e técnicas dialéticas participativas com crianças de 10 e 11 anos e entrevistas individuais a docentes. Os resultados demostram que na escola o exercício do protagonismo infantil está principalmente ligado ao espaço do interior da sala de aula, estendendo e ampliando a sua forma académica de participação ao espaço exterior à sala de aula onde coexistem (im)possibilidades que facilitam e/ou dificultam a expressão do protagonismo infantil. Distinguem-se três figuras de docentes que expressam relações pedagógicas diferenciadas: motivadores, afetivos e disciplinares. As formas de cidadania reproduzir-se-íam em espaços infantilizados, onde a infância é concebida desde uma moratória social. Discute-se sobre a recursividade do paradigma centrado no adulto, o pseudoprotagonismo e sua articulação com o exercício da cidadania.
The school, understood as an institutional setting, plays a fundamental role as provider of education rights among children and adolescents. It is a space where knowledge and power relationships between students and teachers are (re)produced, exchanged and replicated. This study aims to understand how teachers and students exchange knowledge and (re)produce power relationships in school. We drew upon qualitative methodology, and the dimensions of analysis were: Pedagogical Relationships, Child Protagonism, and School-Citizenship. Participants were female and male students aged 10-11 and female and male teachers, all of them from a Chilean public school. Following our qualitative approach, we conducted focus groups and used dialectical techniques. Results show that, in school, child protagonism is mainly related to an inside-the-classroom space, extending and amplifying its academicist ways of participation to the out-of-the-classroom space, where possibilities, which may promote and/or hinder the occurrence of Child protagonism, coexist. Furthermore, based on widespread pedagogical relationship styles, three teacher types were identified: motivator, affective and disciplinary. Finally, we observed that citizenship is (re)produced in infantilized spaces, were childhood is conceived as a social moratorium. The recurrence of the adult-centered paradigm, the pseudo-protagonism and their relationship with the practice of child citizenship are further discussed.
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