En este trabajo examino la manera en que violencia, derechos humanos y patrimonio indígena fueron tensionándose y acomodándose en las políticas “interculturales” implementadas en Argentina entre los años 2016 a 2019. Para ello, más que analizar cómo se construye o qué es el patrimonio, abordo al patrimonio instituido como derecho humano en un doble aspecto. Por un lado, en su carácter metacultural; esto es, como campo de reflexión acerca de la cultura misma. La acentuación evaluativa y afectiva de ciertos valores, conocimientos, historias y experiencias como patrimoniales se funda en y, paralelamente, delimita una visión del mundo que dirime la cultura propiamente dicha en cada momento. Por otro lado, lo examino a partir de su facultad performativa; de aquello que el patrimonio hace en el marco de patrones de gobernanza de una oligarquía que combinó neoliberalismo y conservadurismo en Argentina. El propósito último de estas consideraciones es poner de manifiesto ciertas aristas de la política indigenista de estos últimos años que fueron soslayadas y contribuir a la discusión sobre las políticas patrimoniales y de derechos humanos como modalidades de convivencia intercultural.
Neste artigo, examino a forma como a violência, os direitos humanos e o patrimônio indígena foram sendo enfatizados e acomodados nas políticas "interculturais" implementadas na Argentina entre 2016 e 2019. Para isso, mais do que analisar como o patrimônio é construído ou o que é, Abordo o patrimônio instituído como direito humano em um duplo aspecto. Por um lado, em seu caráter metacultural; isto é, como um campo de reflexão sobre a própria cultura. A acentuação avaliativa e afetiva de determinados valores, saberes, histórias e experiências como patrimoniais assenta e, paralelamente, delimita uma visão de mundo que determina a cultura própria em todos os momentos. Por outro lado, eu o examino de sua faculdade performativa; do que o patrimônio faz no marco dos padrões de governança de uma oligarquia que combinava neoliberalismo e conservadorismo na Argentina. O objetivo final dessas considerações é destacar alguns aspectos da política indígena nos últimos anos que foram ignorados e contribuir para a discussão sobre o patrimônio e as políticas de direitos humanos como modalidades de coexistência intercultural.
In this paper I examine the way in which violence, human rights and indigenous heritage were being stressed and accommodated in the “intercultural” policies implemented in Argentina between 2016 and 2019. In order to do this, rather than analyzing how heritage is built or what it is, I approach the heritage instituted as a human right in a double aspect. On the one hand, relieving its metacultural character, that is, the reflections it puts into play about culture. The evaluative and affective accentuation of certain values, knowledge, stories and experiences as heritage is based on and, in parallel, delimits a vision of the world that defines the culture itself at all times. On the other hand, on its performative faculty; in what heritage does in the framework of governance patterns of an oligarchy that combined neoliberalism and conservatism in Argentina. The ultimate purpose of these considerations is to highlight some edges of the indigenist policy of recent years that was not taken into account and contribute to the discussion of heritage and human rights policies as modalities of intercultural coexistence.
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