Daniel Quaresma Figueira Soares
To celebrate the bicentenary of The World as Will and Representation publication, we review a polemic of major proportions in German philosophy of the late 19th century: the Pessimismus-Frage (controversy about pessimism). Originated by the reception of schopenhaurian philosophy, this polemic rouse — especially after Schopenhauer’s death — wide-ranging debates between supporters of philosophical pessimism and their critics. We begin by describing some characteristics of the German intellectual horizon at that time. Next, we present lines of the thinking from three representatives of the so-called Schopenhauer’s school, defenders of philosophical pessimism. Subsequently, we list some of significant criticism towards Schopenhauer and his pessimism, deriving mostly from the neo-Kantian movement, currently dominant in German university philosophy. We conclude showing how the Pessimismus-Frage had as a precondition a discussion about nature and limits of philosophy itself, highlighting the influence (generally underrated) of schopenhaurian philosophy during the second half of the 19th century in Germany.
A fim de celebrar o bicentenário da publicação d´O mundo como vontade e representação, rememoraremos uma polêmica de grandes proporções na filosofia alemã ao final do século XIX: a Pessimismus-Frage (controvérsia sobre o pessimismo). Originada pela recepção da filosofia schopenhaueriana, essa polêmica suscitou – sobretudo após a morte de Schopenhauer - extensos debates entre os partidários do pessimismo filosófico e seus críticos. Iniciaremos descrevendo algumas características do horizonte intelectual alemão da época. A seguir, apresentaremos traços do pensamento de três representantes da chamada escola de Schopenhauer, defensores do pessimismo filosófico. Posteriormente, elencaremos algumas das principais críticas dirigidas contra Schopenhauer e seu pessimismo, oriundas sobretudo do movimento neokantiano, ora dominante na filosofia universitária alemã. Concluiremos mostrando como a Pessimismus-Frage tinha como pressuposto uma discussão acerca da natureza e dos limites da própria filosofia, ressaltando a influência (geralmente subestimada) da filosofia schopenhaueriana durante a segunda metade do século XIX na Alemanha.
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