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Schopenhauer, mestre de Nietzsche: sobre niilismo e ascetismo

    1. [1] Universidade Nova de Lisboa

      Universidade Nova de Lisboa

      Socorro, Portugal

  • Localización: Sofia, ISSN-e 2317-2339, Vol. 7, Nº. 2, 2018 (Ejemplar dedicado a: Dossiê Schopenhauer), págs. 59-81
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Schopenhauer, master of Nietzsche: about nihilism and asceticism
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      O artigo tentar mostrar três coisas: primeiro que, embora Nietzsche rejeite alguns dos aspectos mais importantes da famosa metafísica da vontade que se encontra no centro de toda a filosofia de Schopenhauer, tal metafísica não deixa por isso de ser o ponto de partida da sua análise do “facto fundamental da vontade humana” na Genealogia da Moral; depois, que o modo como Schopenhauer entende o ascetismo e a “negação da vontade” tem uma importância crucial para a compreensão da concepção nietzschiana do “ideal ascético” e de uma “vontade do nada” como vontade ascética; por fim, que a interpretação daquilo a que Nietzsche chama “niilismo” na Genealogia e, em geral, na sua obra não pode dispensar a reflexão sobre o modo como Nietzsche e Schopenhauer pensam o ascetismo e a ideia de uma “vontade do nada”. Este último ponto implica a revisão crítica de importantes interpretações do niilismo em Nietzsche, como a de Stegmaier e a de van Tongeren.

    • English

      The article tries to show three things: firstly, that although Nietzsche rejects some of the most important aspects of Schopenhauer’s metaphysics of the will, this metaphysics is the point of departure of his analysis of the “basic fact of the human will” in his On the Genealogy of Morality; secondly, that Schopenhauer’s view of asceticism and the “denial of the will” is crucial for the understanding of Nietzsche’s conception of the “ascetic ideal” and an ascetic “will to nothingness”; thirdly, that the interpretation of what Nietzsche calls “nihilism” in the Genealogy and elsewhere cannot dispense with the interpretation of Nietzsche’s and Schopenhauer’s conceptions of asceticism in terms of a “will to nothingness”. This last point leads to criticism of influential views of Nietzsche’s conception of nihilism, such as Stegmaier’s and van Tongeren’s.


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