Brasil
Este artigo analisa os rebatimentos do quadro normativo de um “novo neoliberalismo” na organização do patrimônio cultural acionada à flexibilização produtiva turística na Amazônia Oriental Brasileira, porção mais ao leste da Amazônia brasileira, conformada pelas Unidades Federativas do Amapá (AP), Maranhão (MA), Pará (PA) e Tocantins (TO). Realizou-se assim, levantamento e análise de documentos e dados do setor turístico e do patrimônio cultural, que revelam a partir dos indicadores: empreendedorismo, produção criativa, privatizações e parcerias público-privadas, a concentração da organização do patrimônio à flexibilização produtiva turística na extensão de abrangência das cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e São Luís (MA). Destarte, as interações internas e externas, observadas na AOB, comprovam a construção do quadro normativo do “novo neoliberalismo” que articula empreendedorismo social com aspectos “Neoboemios” de criatividade local; e o aprofundamento da “mercantilização institucional” assentada em parcerias público-privado, flexibilizando o uso do patrimônio por grupos ancorados na racionalidade neoliberal.
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