Los migrantes de países africanos y las migrantes de países africanos en Brasil sufren los efectos perversos asociados a la xenofobia, además de vivenciar prácticas racistas, proceso que también repercute en el contexto de las guarderías y los centros de educación infantil pre-escolar, influyendo directamente en la práctica pedagógica y en las percepciones y concepciones acerca de ser un africano negro o una africana negra. En este contexto, el presente artículo presentará la percepción del proceso de racialización en la acogida e inserción de niños y niñas negros africanos de 0 a 5 años de edad por parte de docentes de la red de Educación Infantil de la ciudad de São Paulo. Para responder al objetivo de esta investigación, se realizaron entrevistas con docentes de la educación infantil - de las redes directa e indirecta - para tratar de comprender cómo estos actores y actrices perciben la acogida y la inserción de los niños y niñas negros africanos migrantes. Los análisis se realizaron a partir de las referencias teóricas de la sociología de la infancia, de los estudios acerca de la migración y de las relaciones raciales. El trabajo pretende ampliar el campo de los estudios sobre infancia y migración, así como el de los estudios acerca del proceso de racialización de los niños y niñas africanos migrantes con menos de siete años.
African migrants in Brazil suffer the perverse effects of xenophobia, in addition to experiencing racist behaviors. These processes also manifest themselves within the context of kindergarten centers and pre-schools, directly influencing the pedagogical approach, as well as the perceptions and conceptions surrounding being a black African person. In this context, this article aims to present the perception of early education teachers in the city of São Paulo about racialization processes in the sheltering and insertion of black African children of ages between 0 and 5. In order to achieve the aim of this research, interviews were held with early education professionals from both the direct and indirect educational systems, so as to try and comprehend how these agents perceive the sheltering/insertion of migrant black African children. The analysis was made based on theoretical frameworks regarding childhood sociology, studies on migration and race relations. This work intends to enlarge the childhood and migration research fields, as well as research on the processes of racialization of African migrant children aged less than seven.
Os migrantes dos países africanos e as migrantes dos países africanos no Brasil sofrem os efeitos perversos ligados à xenofobia e vivenciam práticas racistas. Esse processo também reverbera dentro do contexto das creches e pré-escolas, e influencia diretamente o fazer pedagógico e as percepções e concepções acerca do seja ser um negro africano ou uma negra africana. Nesse contexto, este artigo vai apresentar a percepção do processo de racialização no acolhimento e inserção de crianças negras africanas entre 0 e 5 anos de idade, por professoras da rede de Educação Infantil da cidade de São Paulo. A fim de responder o objetivo dessa pesquisa, foram realizadas entrevistas com docentes da Educação Infantil, da rede direta e indireta, de modo a procurar compreender como esses atores e atrizes percebem o acolhimento e a inserção das crianças negras africanas migrantes. As análises foram realizadas com base nos referenciais teóricos da sociologia da infância, dos estudos a respeito das migrações e das relações raciais. O trabalho visa ampliar o campo dos estudos acerca da infância e migrações, bem como dos estudos a respeito do processo de racialização das crianças menores de 7 anos migrantes africanas.
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