O presente artigo é parte inicial de uma pesquisa de doutorado realizada na Cidade de Manaus – AM que se propôs a realizar uma aproximação da realidade das jovens que vivenciam o fenômeno da exploração sexual nesta cidade, procurou-se destacar os argumentos introdutórios que fornecem base para a elaboração da hipótese de que a rede de proteção e a rede de exploração de crianças e adolescentes partem de lógicas próprias e se diferenciam no funcionamento, e que a rede de exploração está muito mais próxima da realidade das jovens, do que a rede de proteção. A partir de minhas experiências como psicóloga são apontados os principais equipamentos de atendimento a casos de violência sexual na cidade de Manaus e de outros equipamentos que compõem a rede de proteção, além dos fluxogramas da rede de proteção e rede de exploração sexual. Por último, apresenta-se a metodologia e o referencial teórico, utilizados nesse exercício etnográfico que envolveu a junção da psicologia e da antropologia neste estudo.
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