Introdução: O artigo propõe-se a caracterizar a estruturação da experiência escolar no sentido de tornar visíveis as injustiças que a compõem, bem como ampliar a compreensão sobre as concepções de justiça escolar por parte de sujeitos brasileiros e portugueses em termos de sua organização e justificação na contemporaneidade. A análise é distinta e complementar ao viés jurídico que vem tendo centralidade nos debates educacionais quando o assunto é Justiça. Método: Apresenta resultados de pesquisa que teve por objetivo analisar concepções de estudantes de escolas brasileiras e portuguesas a respeito de justiça, escola justa, práticas justas/ injustas no interior da organização escolar. O estudo de casos recorreu a entrevistas realizadas em 4 escolas de ensino médio, cujos dados foram analisados com base na abordagem da Análise de Conteúdo. Resultados e Conclusão: Tais dados nos estimulam a considerar que o sentimento de injustiça é mais presente nas escolas brasileiras, em que professores e alunos apontam vivencias de indisciplinas e violências no cotidiano escolar, justificando práticas injustas, alertando para as distintas formas que assume a desigualdade social em ambos os países.
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